
CONCEITO DA OBRA
“FUMIGA” foi criada exclusivamente para participar do Concurso de Tornearia de Pomerode 2026, na categoria “Desafio Zoológico”.
Passei dias pensando qual seria o bicho que iria fabricar no meu torno, até que, depois de um café da manhã, percebi uma formiga carregando um pedaço de folha que parecia ter o dobro do seu tamanho.
Logo pensei que formigas não são bichos que alguém vai ver em um zoológico. Nas minhas lembranças, das vezes em que vi formigas em um lugar como esse, elas estavam mortas, dentro de uma caixa de vidro.
Mas, mesmo que elas não estejam na lista de bichos do Zoológico de Pomerode, é lógico que elas estão lá.
Peguei o regulamento do concurso para entender melhor e lá estava escrito: “animais que habitam o zoológico”.
Então, presumo que as formigas podem ser representadas em uma peça do concurso. Até porque elas são uma peça importante na engrenagem que faz funcionar o ciclo da vida no planeta, e não restam dúvidas de que estão perambulando por todos os lugares da cidade.
“FUMIGA” foi a forma carinhosa que escolhi para batizar essa peça, em homenagem às crianças que, muitas vezes, durante o desenvolvimento verbal, falam dessa maneira quando se referem ao pequeno inseto.
A obra propõe uma reflexão sobre os animais que frequentemente se tornam invisíveis nas cidades, apesar de serem fundamentais para a vida humana.
Formigas, abelhas e minhocas estão por toda parte, diante dos nossos olhos. Ainda assim, muitas vezes não as enxergamos.
REFLEXÃO PROPOSTA PELA PEÇA:
Os pequenos habitantes das cidades continuam trabalhando silenciosamente, mantendo os ciclos da natureza em funcionamento.
Talvez seja preciso apenas diminuir o ritmo, olhar ao redor e reconhecer a importância daqueles que aprenderam a existir sem serem percebidos.
MATERIAIS
Goiabeira
proveniente de árvore caída.
Canela obtida a partir do reaproveitamento de mobiliário antigo.
Vinhático doado por um amigo.